O subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo tem gerado uma crise assistencial, marcada pelo endividamento de santas casas e pelo represamento de cirurgias eletivas na Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS). Diante disso, a demanda por exames e procedimentos de alta complexidade cresce em ritmo superior à capacidade de atendimento orçamentário dos municípios paulistas.
Essa asfixia financeira sobrecarrega as prefeituras, que se veem obrigadas a aportar recursos muito além do piso constitucional de 15% para evitar o colapso do atendimento primário. Para o pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, é preciso colocar em prática uma gestão com transparência na Saúde.
“A primeira coisa que o paulista precisa saber é a discrepância de atitude em relação ao subfinaciamento do SUS em SP. O que eu estou vendo aqui é muito triste. O problema de gestão está em todos os cantos. Não há organização nem controle das contas públicas. A questão do SUS passa pelo acordo com os prefeitos. É preciso oferecer um suporte técnico e realizar uma articulação regional para atender aos municípios de maneira eficiente”.



