O pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, chamou atenção, no lançamento da plataforma ParticipaSP, para o supremo orgulho que sente por continuar a ser chamado de professor. O amor e o compromisso extremo com a Educação foram comprovados entre 2005 e 2012, período em que ele foi ministro da pasta e o País experimentou a maior evolução da história no setor com uma série de decisões e programas, alguns revolucionários.
“Quem não se lembra que pobres e negros sequer sonhavam em fazer uma universidade pública no Brasil, sobretudo se fossem de baixa renda vindos de escolas públicas? Pois nós criamos uma dúzia de programas para permitir que pobres e negros pudessem enfim estudar nesses espaços acadêmicos de excelência frequentados antes apenas pela elite”.
Projetos revolucionários – À frente do MEC, Haddad promoveu uma ampla expansão e democratização do ensino no Brasil, com a consolidação do PROUNI e do FIES para facilitar o acesso de jovens de baixa renda ao ensino superior. Criou o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) que usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes para vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil.
Outro projeto histórico e inovador é o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni, que desde 2007 democratiza, amplia e interioriza o acesso ao ensino superior público presencial. Dobrar a oferta de vagas nas universidades federais, priorizar a criação de cursos no período noturno e levar o ensino superior público para fora das capitais com mais de 100 novos campi pelo Brasil estão entre as metas principais do Reuni. E também o programa que expandiu a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, multiplicando a quantidade de Institutos Federais de ensino em algumas regiões e estados.
Desafio de melhorar índices vergonhosos da educação de SP – A educação pública do Estado de São Paulo vive uma crise profunda, com notas de desempenho escolar que regrediram ao patamar de uma década atrás. São Paulo perdeu a liderança histórica nos rankings nacionais do IDEB e de outras avaliações importantes e hoje está atrás de vários estados com muito menos recursos.
O cenário é alarmante principalmente nos anos finais do ensino fundamental. O índice geral entre o 6º e 9º ano desabou para críticos e vergonhosos 2,88 em 10, expondo uma realidade em que quase 80% dos alunos concluem o ciclo fundamental sem domínio básico de leitura e impressionantes 88% não conseguem resolver operações matemáticas que deveriam ser elementares para a faixa etária.
Haddad percebe cenários cada vez mais preocupantes em conversa com colegas professores. “Tem muito professor com medo de se manifestar e perder verba no município. É o que eu ouço hoje. Mas tenho deixado claro que eles podem ter certeza: a educação paulista será feita junto com eles pensando no futuro dos alunos. Um estado como o nosso não pode ficar embaixo em rankings tão importantes quanto o IDEB e outros”.



